Casos de COVID-19
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Não à Fake News

É #FAKE que jejum prolongado e banho frio previnam a Covid-19

Imagem de Ken Boyd por Pixabay

Circula nas redes sociais um texto que diz que fazer jejum por três dias e tomar banho frio são hábitos que fortalecem o sistema imunológico, prevenindo a Covid-19. É #FAKE.

A mensagem falsa é longa, e indaga: “Por que não explicar que o jejum fortalece o sistema imunitário em apenas 3 dias? Por que não falar sobre os benefícios do chuveiro frio, que em poucos dias aumenta o nível de certos linfócitos T?”

O texto diz ainda: “Estes géis não devem ser usados por vários dias seguidos, porque, à base de etanol, eliminarão a primeira barreira imune natural do nosso corpo: as bactérias e filme de lipídios da nossa pele, que é uma barreira para os vírus (…) Quanto mais usamos estes géis à base de álcool, mas permeáveis e sensíveis à epiderme são os vírus”.

O pneumologista Rodolfo Fred Behrsin, professor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, afirma que não há qualquer relação entre jejuar e tomar banho frio e o fortalecimento do sistema imunológico.

“Jejum prolongado consome as reserva nutricionais do nosso corpo, enfraquecendo o organismo e permitindo infecções de todos os tipos. Sobre o banho frio, talvez o melhor efeito seja uma economia na conta de luz. Tomar banho frio não resulta em melhorias no sistema imunológico, pois não há formação de células de defesa do nosso organismo nem produção de anticorpos para o combate de agentes infecciosos”, diz o médico.

Ele explica também que o álcool em gel segue recomendado para uso por quem não pode lavar as mãos momentaneamente. “O álcool em gel tem em sua constituição também a glicerina, que tem como objetivo justamente manter a pele hidratada, e evitar o ressecamento, que ocorreria se fosse usado álcool puro. Essa tese pode prejudicar quem, acreditando nela, deixe de se proteger.”

O dermatologista Leonardo Abrucio, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, considera que a prioridade na assepsia das mãos deve ser dada à velha fórmula água e sabonete. “O álcool em gel pode, sim, provocar microlesões, mas é preferível usá-lo do que não limpar as mãos com nada, se a pessoa estiver fora de casa. O melhor é usar sabonete neutro e água”, recomenda o médico.

A respeito do jejum prolongado, a infectologista Lina Paola, também da Beneficência Portuguesa de São Paulo, lembra que especialmente neste momento da pandemia ficar sem ingerir alimentos por muito tempo não faz bem à saúde.

“Jejum prolongado não fortalece o sistema imunológico nem previne a Covid-19. Não existe comprovação científica disso. E não é uma prática aconselhável neste momento de pandemia. Da mesma forma, o banho frio não aumenta o número de linfócitos T. Se fosse verdadeiro este raciocínio, as pessoas de países em que se toma banho gelado seriam imunes à doença”, argumenta Lina. Ela enfatiza: “As medidas que devemos tomar são: usar máscara, fazer limpeza das mãos e praticar o isolamento social”.

O infectologista Paulo Santos, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, reforça que não há por que acreditar que os linfócitos T (células do sistema imunológico) são estimulados pelo banho frio ou o jejum. “Não há qualquer correlação entre o banho frio e o reforço da imunidade. É interessante que os linfócitos T citados, que compõem uma resposta imunológica que chamamos de ‘imunidade mediada por células’, não se constitui na via mais importante de defesa contra o coronavírus.”

A pneumologista Patricia Canto Ribeiro, da Escola Nacional de Saúde Pública, pontua que é verdade que o uso de álcool, em gel ou não, e outros produtos químicos podem ressecar a pele. Mas isso não significa que aumenta a chance de infecção pelo coronavírus, ressalta.

“A recomendação é: usar álcool em gel ou água e sabão e um hidratante depois, para deixar a pele hidratada. Mas não há relatos de transmissão através da pele. A contaminação se dá via mucosas e árvore respiratória, como se sabe desde o começo da pandemia.” Sobre o jejum, trata-se de algo arriscado para o organismo, de acordo com a médica. “Isso pode matar pessoas diabéticas, idosas ou crianças, por exemplo. Nada justifica essa conduta.”

A respeito do banho frio, Patricia relembra que se trata de uma crendice popular, como a que diz que não é aconselhável tomar banho após as refeições. “Nada disso é real. O que pode ser feito é tentar evitar a contaminação, usar máscara, fazer higiene das mãos e fazer distanciamento social”, explica a especialista, lembrando que banhos muito quentes também não são recomendados. “Ressecam a pele. Podem ser ruins para quem tem problemas respiratórios. O certo é a moderação na temperatura.”

Fonte: G1