Casos de COVID-19
  • USA 13,135,816
    USA
    Confirmados: 13,135,816
    Ativos: 5,135,380
    Recuperados: 7,732,235
    Óbitos: 268,201
  • India 9,266,697
    India
    Confirmados: 9,266,697
    Ativos: 453,450
    Recuperados: 8,677,986
    Óbitos: 135,261
  • Brazil 6,166,898
    Brazil
    Confirmados: 6,166,898
    Ativos: 483,252
    Recuperados: 5,512,847
    Óbitos: 170,799
  • France 2,170,097
    France
    Confirmados: 2,170,097
    Ativos: 1,962,927
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    Óbitos: 50,618
  • Spain 1,622,632
    Spain
    Confirmados: 1,622,632
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    Recuperados: ?
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  • UK 1,557,007
    UK
    Confirmados: 1,557,007
    Ativos: 1,500,474
    Recuperados: ?
    Óbitos: 56,533
  • Italy 1,480,874
    Italy
    Confirmados: 1,480,874
    Ativos: 791,697
    Recuperados: 637,149
    Óbitos: 52,028
  • Argentina 1,390,388
    Argentina
    Confirmados: 1,390,388
    Ativos: 135,390
    Recuperados: 1,217,284
    Óbitos: 37,714
  • Peru 954,459
    Peru
    Confirmados: 954,459
    Ativos: 33,985
    Recuperados: 884,747
    Óbitos: 35,727
  • Chile 544,092
    Chile
    Confirmados: 544,092
    Ativos: 8,774
    Recuperados: 520,180
    Óbitos: 15,138
  • China 86,469
    China
    Confirmados: 86,469
    Ativos: 305
    Recuperados: 81,530
    Óbitos: 4,634
  • Paraguay 78,878
    Paraguay
    Confirmados: 78,878
    Ativos: 21,162
    Recuperados: 56,025
    Óbitos: 1,691
  • Uruguay 4,988
    Uruguay
    Confirmados: 4,988
    Ativos: 992
    Recuperados: 3,923
    Óbitos: 73
Notícias

Enfermagem é o grupo mais exposto ao risco na pandemia do Covid-19

Raquel Saraiva (Rede CoVida)

As mulheres negras são a principal frente de trabalho no cuidado dos paciente com Covid-19 e por isso constituem o grupo de profissionais de saúde mais vulneráveis no Brasil. Em todo o mundo, milhões de profissionais de saúde estão atendendo na linha de frente do cuidado aos pacientes hospitalizados com Covid-19, lidando com o impacto para a própria saúde e de seus familiares. Os problemas que eles vêm enfrentando e as estratégias para lidar com eles foram reunidos no trabalho “A saúde dos profissionais de saúde no enfrentamento da pandemia de Covid-19”, realizado por pesquisadores da Rede CoVida com base na revisão de 57 artigos publicados em outros países. Os resultados foram apresentados no webinar de lançamento do Boletim CoVida #5, nesta segunda-feira, 18. Assista na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=F4zon1Cs0xQ

O Boletim aponta que mais de 50% dos médicos são homens e 77,7% são brancos. Já entre as profissionais de enfermagem, 85,1% são mulheres e 53% delas são negras. E são essas profissionais, segundo o Boletim CoVida, que estão mais expostas aos riscos de contaminação. Essa é uma realidade do mundo, pois entre todos os profissionais que lidam com os pacientes, os enfermeiros são os mais vulneráveis à contaminação por ter contato direto com os pacientes na maior parte do trabalho. Segundo a American Nurses Association, mais de 20 milhões de enfermeiros em todo o mundo estão envolvidos no enfrentamento da pandemia. No Hospital Tongji, na China, 72,2% dos profissionais positivos para a Covid-19 atuavam em enfermarias, 18,5% na área de tecnologia médica e apenas 3,7% estavam na emergência. Por isso os pesquisadores destacam a importância do estabelecimento de protocolos hospitalares direcionados a esses profissionais para reduzir o risco de infecção pelo vírus.

Os artigos destacam a importância do uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como a melhor forma de proteger esse grupo contra o novo coronavírus. Contudo, o uso desses equipamentos pode levar a iIrritação na pele, feridas, infecções secundárias e outras doenças de pele são problemas muito comuns entre profissionais de saúde que tratam pacientes de Covid-19, pelo uso da máscara e pela higiene frequente das mãos. Cerca de 97% deles apresentam lesões que afetam a “ponte” do nariz, mãos, bochecha e testa. Para evitar esses efeitos, os especialistas recomendam o uso dos EPIs obedecendo precisamente os padrões de uso, além das especificações de esterilização e limpeza.

Embora seja evidente que o risco de contaminação é o maior problema enfrentado pelos profissionais de saúde na pandemia, a gravidade entre os mais jovens chamou a atenção dos pesquisadores. Em um estudo realizado na China, os profissionais com caso grave da doença tinham em média 38 anos, contra 47 no grupo de casos mais leves. Dentre 54 profissionais de saúde que foram infectados no hospital avaliado, 40 desenvolveram a forma mais grave da infecção.

Saúde mental

Além dessas questões sobre o uso de EPIs, o Boletim aponta a importância de cuidar da saúde mental desses trabalhadores. Aumento da ansiedade, depressão, insônia, maior uso de drogas e medo de se infectar ou transmitir a infecção aos familiares são relatos comuns entre profissionais de saúde que prestam atendimento direto aos pacientes. Além disso, a intensa carga de trabalho e o sentimento de impotência geram estresse crônico, exaustão e esgotamento. Também foram relatados como fatores de estresse o cuidado a colegas de trabalho que podem ficar gravemente doentes ou morrer de Covid-19, a escassez de EPIs, que intensifica o medo de exposição ao vírus no trabalho, assumir papéis clínicos novos ou desconhecidos por causa da demanda e o acesso limitado a serviços de saúde mental.

A tendência é que esses quadros piorem ainda mais num contexto de escassez de mão-de-obra, já que muitos profissionais vem sendo afastados por contraírem o Covid-19 e o número de pacientes vem aumentando. O trabalho mostra ainda que as mulheres, as enfermeiras e profissionais envolvidos no diagnóstico, tratamento ou prestação de cuidados de enfermagem a pacientes do novo coronavírus estão entre os grupos mais afetados.

O Boletim CoVida traz propostas para os gestores de como agir e as medidas que países referências adotaram para cuidar da população.