Casos de COVID-19
  • USA 46,417,525
    USA
    Confirmados: 46,417,525
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    Recuperados: 36,271,327
    Óbitos: 757,849
  • India 34,202,202
    India
    Confirmados: 34,202,202
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    Recuperados: 33,583,318
    Óbitos: 455,100
  • Brazil 21,735,560
    Brazil
    Confirmados: 21,735,560
    Ativos: 207,043
    Recuperados: 20,922,633
    Óbitos: 605,884
  • UK 8,809,774
    UK
    Confirmados: 8,809,774
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  • France 7,127,163
    France
    Confirmados: 7,127,163
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  • Argentina 5,281,585
    Argentina
    Confirmados: 5,281,585
    Ativos: 17,672
    Recuperados: 5,148,062
    Óbitos: 115,851
  • Spain 5,002,217
    Spain
    Confirmados: 5,002,217
    Ativos: 58,362
    Recuperados: 4,856,669
    Óbitos: 87,186
  • Italy 4,743,720
    Italy
    Confirmados: 4,743,720
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    Recuperados: 4,537,210
    Óbitos: 131,856
  • Peru 2,196,259
    Peru
    Confirmados: 2,196,259
    Ativos: 1,996,176
    Recuperados: ?
    Óbitos: 200,083
  • Chile 1,683,451
    Chile
    Confirmados: 1,683,451
    Ativos: 13,689
    Recuperados: 1,632,077
    Óbitos: 37,685
  • Paraguay 460,754
    Paraguay
    Confirmados: 460,754
    Ativos: 254
    Recuperados: 444,268
    Óbitos: 16,232
  • Uruguay 392,319
    Uruguay
    Confirmados: 392,319
    Ativos: 1,709
    Recuperados: 384,537
    Óbitos: 6,073
  • China 96,840
    China
    Confirmados: 96,840
    Ativos: 603
    Recuperados: 91,601
    Óbitos: 4,636
Notícias

Enfermagem é o grupo mais exposto ao risco na pandemia do Covid-19

Raquel Saraiva (Rede CoVida)

As mulheres negras são a principal frente de trabalho no cuidado dos paciente com Covid-19 e por isso constituem o grupo de profissionais de saúde mais vulneráveis no Brasil. Em todo o mundo, milhões de profissionais de saúde estão atendendo na linha de frente do cuidado aos pacientes hospitalizados com Covid-19, lidando com o impacto para a própria saúde e de seus familiares. Os problemas que eles vêm enfrentando e as estratégias para lidar com eles foram reunidos no trabalho “A saúde dos profissionais de saúde no enfrentamento da pandemia de Covid-19”, realizado por pesquisadores da Rede CoVida com base na revisão de 57 artigos publicados em outros países. Os resultados foram apresentados no webinar de lançamento do Boletim CoVida #5, nesta segunda-feira, 18. Assista na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=F4zon1Cs0xQ

O Boletim aponta que mais de 50% dos médicos são homens e 77,7% são brancos. Já entre as profissionais de enfermagem, 85,1% são mulheres e 53% delas são negras. E são essas profissionais, segundo o Boletim CoVida, que estão mais expostas aos riscos de contaminação. Essa é uma realidade do mundo, pois entre todos os profissionais que lidam com os pacientes, os enfermeiros são os mais vulneráveis à contaminação por ter contato direto com os pacientes na maior parte do trabalho. Segundo a American Nurses Association, mais de 20 milhões de enfermeiros em todo o mundo estão envolvidos no enfrentamento da pandemia. No Hospital Tongji, na China, 72,2% dos profissionais positivos para a Covid-19 atuavam em enfermarias, 18,5% na área de tecnologia médica e apenas 3,7% estavam na emergência. Por isso os pesquisadores destacam a importância do estabelecimento de protocolos hospitalares direcionados a esses profissionais para reduzir o risco de infecção pelo vírus.

Os artigos destacam a importância do uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como a melhor forma de proteger esse grupo contra o novo coronavírus. Contudo, o uso desses equipamentos pode levar a iIrritação na pele, feridas, infecções secundárias e outras doenças de pele são problemas muito comuns entre profissionais de saúde que tratam pacientes de Covid-19, pelo uso da máscara e pela higiene frequente das mãos. Cerca de 97% deles apresentam lesões que afetam a “ponte” do nariz, mãos, bochecha e testa. Para evitar esses efeitos, os especialistas recomendam o uso dos EPIs obedecendo precisamente os padrões de uso, além das especificações de esterilização e limpeza.

Embora seja evidente que o risco de contaminação é o maior problema enfrentado pelos profissionais de saúde na pandemia, a gravidade entre os mais jovens chamou a atenção dos pesquisadores. Em um estudo realizado na China, os profissionais com caso grave da doença tinham em média 38 anos, contra 47 no grupo de casos mais leves. Dentre 54 profissionais de saúde que foram infectados no hospital avaliado, 40 desenvolveram a forma mais grave da infecção.

Saúde mental

Além dessas questões sobre o uso de EPIs, o Boletim aponta a importância de cuidar da saúde mental desses trabalhadores. Aumento da ansiedade, depressão, insônia, maior uso de drogas e medo de se infectar ou transmitir a infecção aos familiares são relatos comuns entre profissionais de saúde que prestam atendimento direto aos pacientes. Além disso, a intensa carga de trabalho e o sentimento de impotência geram estresse crônico, exaustão e esgotamento. Também foram relatados como fatores de estresse o cuidado a colegas de trabalho que podem ficar gravemente doentes ou morrer de Covid-19, a escassez de EPIs, que intensifica o medo de exposição ao vírus no trabalho, assumir papéis clínicos novos ou desconhecidos por causa da demanda e o acesso limitado a serviços de saúde mental.

A tendência é que esses quadros piorem ainda mais num contexto de escassez de mão-de-obra, já que muitos profissionais vem sendo afastados por contraírem o Covid-19 e o número de pacientes vem aumentando. O trabalho mostra ainda que as mulheres, as enfermeiras e profissionais envolvidos no diagnóstico, tratamento ou prestação de cuidados de enfermagem a pacientes do novo coronavírus estão entre os grupos mais afetados.

O Boletim CoVida traz propostas para os gestores de como agir e as medidas que países referências adotaram para cuidar da população.