Casos de COVID-19
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  • Peru 2,196,259
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  • Chile 1,683,451
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  • Paraguay 460,754
    Paraguay
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    Uruguay
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  • China 96,840
    China
    Confirmados: 96,840
    Ativos: 603
    Recuperados: 91,601
    Óbitos: 4,636
Notícias

Estudante egressa da Fiocruz Bahia integra equipe que sequenciou o genoma do coronavírus

O resultado do sequenciamento do genoma do novo coronavírus no Brasil foi publicado no dia 28 de fevereiro, 48h após a confirmação dos dois primeiros casos da Covid-19 em território nacional. O estudo, liderado por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP), teve como uma de suas coordenadoras, Jaqueline Goes. A biomédica baiana realiza pós-doutorado, no IMT-USP, sob supervisão da pesquisadora Ester Cerdeira Sabino. 

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Jaqueline Góes na premiação do Prêmio Gonçalo Moniz de Pós-Graduação, na Fiocruz Bahia.

Para realização do sequenciamento, a equipe utilizou a tecnologia MinION, um pequeno aparelho onde a amostra do paciente é depositada e o resultado da leitura é exibido na tela de um computador, em tempo real. A descoberta das mutações, realizada graças ao sequenciamento, será estudada para verificar se há alguma influência na taxa de mortalidade, além de auxiliar no desenvolvimento de vacinas e testes diagnósticos mais rápidos.

Jaqueline Goes teve o seu primeiro contato com a tecnologia MinION durante o doutorado pelo programa de Pós-Graduação em Patologia (PgPAT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em parceria com a Fiocruz Bahia, quando foi convidada por seu orientador, o pesquisador da Fiocruz Luiz Alcântara, para o projeto de sequenciamento do vírus Zika. A pesquisa integrava o Projeto ZIBRA – Zika in Brazil Real Time Analisys, uma parceria entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com a meta de sequenciar mil genomas do vírus para obter informações epidemiológicas importantes sobre a disseminação da doença no país. 

A pesquisa trouxe vasta experiência para a estudante que, em seguida, passou a integrar o pós-doutorado da USP e o grupo de pesquisa responsável pelo sequenciamento do coronavírus. “As informações genéticas geradas nos nossos estudos não são apenas do coronavírus, mas também de dengue, chikungunya e outros vírus cujos surtos já cobrimos, como zika e febre amarela. Esses dados podem ajudar, principalmente no início da epidemia, para direcionar ações de saúde pública, identificando os focos a partir dos quais se deu a transmissão e tomando as medidas de precaução, com o isolamento de lugares públicos”, conta Jaqueline.

A pesquisadora destaca ainda que a repercussão da descoberta acende a esperança de novos investimentos em saúde pública, incluindo as pesquisas. Para ela, este é um marco que pode lembrar para a sociedade a importância da ciência. 

“Dada a importância de contermos a emergência de epidemias, investir em pesquisas cujos resultados impactam diretamente a saúde pública é investir também no bem-estar da população geral, isso inclui não apenas o financiamento de projetos, como também, e principalmente, a manutenção das bolsas de pesquisa dos estudantes que são a força-motriz da ciência brasileira”, comenta.

Sobre Jaqueline Goes

Jaqueline Góes de Jesus é graduada em Biomedicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, mestre pelo Programa de Pós-graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI) da Fiocruz Bahia e doutora pelo Programa de Pós-graduação Patologia (PgPAT), da Universidade Federal da Bahia em ampla associação com a Fiocruz Bahia.

Em 2019, Jaqueline teve sua tese de doutorado premiada com o primeiro lugar no Prêmio Gonçalo Moniz de Pós-Graduação, na categoria Egresso e representou o PgPAT, no XIII Encontro de Pós-Graduação das Áreas de Medicina I, II e III da CAPES, tendo também recebido o prêmio de Melhor Trabalho de Tese, concedido pela banca avaliadora, composta pelos coordenadores das três áreas da Medicina.  A tese gerou publicações em revistas científicas de alto impacto, como Nature e Science. 

O trabalho de sequenciamento do genoma do novo coronavírus em tempo recorde, realizado no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo – Universidade de São Paulo (IMT-USP), teve uma grande repercussão no meio científico e sociedade, com ampla divulgação nas mídias e redes de comunicação.