Casos de COVID-19
  • USA 50,149,325
    USA
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    Óbitos: 810,254
  • India 34,648,383
    India
    Confirmados: 34,648,383
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    Recuperados: 34,079,612
    Óbitos: 473,757
  • Brazil 22,147,476
    Brazil
    Confirmados: 22,147,476
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    Recuperados: 21,370,388
    Óbitos: 615,789
  • UK 10,515,239
    UK
    Confirmados: 10,515,239
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  • France 7,928,572
    France
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  • Argentina 5,343,153
    Argentina
    Confirmados: 5,343,153
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  • Spain 5,202,958
    Spain
    Confirmados: 5,202,958
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    Óbitos: 88,159
  • Italy 5,118,576
    Italy
    Confirmados: 5,118,576
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    Óbitos: 134,287
  • Peru 2,245,146
    Peru
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  • Chile 1,774,048
    Chile
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  • Paraguay 463,427
    Paraguay
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    Óbitos: 16,479
  • Uruguay 401,103
    Uruguay
    Confirmados: 401,103
    Ativos: 2,087
    Recuperados: 392,880
    Óbitos: 6,136
  • China 99,297
    China
    Confirmados: 99,297
    Ativos: 1,107
    Recuperados: 93,554
    Óbitos: 4,636
Não à Fake News

Novo coronavírus não foi criado em laboratório

Foto de CDC no Pexels

No final da semana passada, voltaram a circular nas redes sociais e em sites de credibilidade duvidosa fake news sobre a origem da COVID-19. Segundo o boato, o SARS-CoV-2, vírus causador da doença, teria sido criado intencionalmente em laboratório. A autora da denúncia seria uma virologista da Universidade de Hong Kong, escondida nos EUA por meio de retaliação do governo chinês. As evidências científicas já publicadas até agora, no entanto, apontam em outra direção: o SARS-CoV-2 tem origem natural, tendo evoluído a partir de vírus que circulam em espécies animais, como morcegos e pangolins.

Quando um vírus misterioso surgido em Wuhan começou a infectar humanos, uma das primeiras atitudes da comunidade científica chinesa foi isolar o vírus e descrever seu genoma – isto é, desvendar as informações genéticas contidas no vírus. Essa descrição foi o ponto de partida para o desenvolvimento de outros estudos, como a investigação sobre a origem do SARS-CoV-2.

“A maneira como identificamos e caracterizamos os vírus atualmente é a técnica chamada sequenciamento de ácido nucleico  (DNA ou RNA). Com essa técnica, é como se fizéssemos a ‘impressão digital’ dos vírus”, explica Luciana Costa, professora associada do Departamento de Microbiologia da UFRJ. “Com os dados do sequenciamento, nós comparamos essa ‘impressão digital’ com todas as outras de outros vírus conhecidos e, assim, determinamos o parentesco entre eles. Fazendo isso, nós podemos identificar com mais de 90% de certeza a origem de uma sequência. Podemos dizer, inclusive, se alguns ‘pedaços’ da sequência ou mesmo a sequência inteira foi ‘criada’ pelos seres humanos”.

Foi exatamente isso que fez um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Em março, eles publicaram na prestigiosa revista Nature Medicine suas conclusões: “Nossas análises mostram claramente que o SARS-CoV-2 não é algo construído em laboratório nem um vírus propositalmente manipulado”, escreveram os autores (a tradução é nossa). Os pesquisadores relatam, em seu trabalho, que o vírus evoluiu de forma natural e sua transmissão entre humanos se originou a partir de uma única pessoa infectada, conforme explica um press release divulgado por ocasião da publicação do artigo.

Universidade de Hong Kong desmentiu pesquisadora

Em julho, a Universidade de Hong Kong (HKU, na sigla em inglês) publicou nota sobre uma entrevista concedida pela pesquisadora Yan Limeng a uma emissora de TV. Ela vem afirmando à imprensa ter provas da criação do SARS-CoV-2 por meio de manipulação genética em laboratório.

Embora a cientista tenha, de fato, realizado pós-doutorado na instituição, já não está vinculada a ela. “Dra. Yan nunca conduziu nenhuma pesquisa sobre a transmissão entre humanos do novo coronavírus na HKU durante os meses de dezembro de 2019 e janeiro de 2020, como afirmou em entrevista”, diz a universidade. A HKU também declarou que não reage a boatos e que não vai mais comentar este tema.

Fonte: Coronavirus DC