Casos de COVID-19
  • USA 35,745,024
    USA
    Confirmados: 35,745,024
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    Óbitos: 629,315
  • India 31,655,824
    India
    Confirmados: 31,655,824
    Ativos: 410,919
    Recuperados: 30,820,521
    Óbitos: 424,384
  • Brazil 19,917,855
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    Confirmados: 19,917,855
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    Recuperados: 18,619,542
    Óbitos: 556,437
  • France 6,127,019
    France
    Confirmados: 6,127,019
    Ativos: 314,380
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    Óbitos: 111,867
  • UK 5,856,528
    UK
    Confirmados: 5,856,528
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  • Argentina 4,929,764
    Argentina
    Confirmados: 4,929,764
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    Óbitos: 105,721
  • Spain 4,447,044
    Spain
    Confirmados: 4,447,044
    Ativos: 654,358
    Recuperados: 3,711,200
    Óbitos: 81,486
  • Italy 4,350,028
    Italy
    Confirmados: 4,350,028
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    Óbitos: 128,063
  • Peru 2,111,393
    Peru
    Confirmados: 2,111,393
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    Recuperados: ?
    Óbitos: 196,353
  • Chile 1,615,771
    Chile
    Confirmados: 1,615,771
    Ativos: 9,831
    Recuperados: 1,570,492
    Óbitos: 35,448
  • Paraguay 452,388
    Paraguay
    Confirmados: 452,388
    Ativos: 17,376
    Recuperados: 420,031
    Óbitos: 14,981
  • Uruguay 381,517
    Uruguay
    Confirmados: 381,517
    Ativos: 2,072
    Recuperados: 373,481
    Óbitos: 5,964
  • China 93,005
    China
    Confirmados: 93,005
    Ativos: 1,022
    Recuperados: 87,347
    Óbitos: 4,636
Notícias

Tratamento de pacientes com HIV e HTLV tem impacto com a pandemia

Uma das preocupações de pessoas portadoras dos vírus HIV e HTLV é a continuidade de acompanhamento médico durante a pandemia de Covid-19, tendo em vista a recomendação do isolamento social para evitar o contágio do Sars-CoV-2 e o momento em que as unidades de saúde e hospitais se voltaram para o enfrentamento do novo coronavírus. 

Para a pesquisadora Fernanda Grassi, a telemedicina é uma ferramenta importante durante a pandemia. 

O HIV e o HTLV são retrovírus da mesma família. Menos popular que o HIV, que compromete o sistema imunológico causando uma imunodeficiência, o HTLV causa doenças como leucemia, incontinência urinária, disfunção erétil e problemas neurológicos, sendo a Bahia o estado com a maior taxa de infecção do Brasil. 

A pesquisadora da Fiocruz Bahia, Fernanda Grassi, conta que o medo de se expor ao coronavírus levou alguns pacientes a não irem às unidades de saúde onde faziam acompanhamento. A médica ressalta que, embora o HTLV e o HIV controlado não sejam fatores complicadores para Covid-19, muitos desses pacientes possuem outras doenças que os incluem ao grupo de risco.

Fernanda explica que as pessoas com HIV que realizam tratamento antirretroviral, estando com seu sistema imune reconstituído, como é o caso da maioria dos indivíduos tratados, não possuem risco maior de complicações na infecção pelo coronavírus do que as pessoas que não portadoras de HIV.  

“O risco para o paciente com HIV que possui comorbidades será o mesmo de pessoas que não são portadoras de HIV, mas que tenham doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade ou idade avançada, por exemplo. O HIV controlado não leva a maior morbidade da Covid-19”, salienta. O HIV requer o uso de antivirais que sejam utilizados de forma contínua. Segundo a pesquisadora, a interrupção do tratamento pode fazer com que ocorra resistência do vírus, então é imprescindível a continuação.

No caso do HTLV, Fernanda afirma que não existe, até o momento, nenhum relato de que a Covid-19 aumente a gravidade da doença. No entanto, os pacientes portadores desse vírus frequentemente são pessoas com idade avançada e com comorbidades, por isso podem pertencer ao grupo de risco do coronavírus. 

Embora não exista um tratamento específico para o vírus HTLV, o acompanhamento médico dessas pessoas é importante por conta das doenças que ele causa, como problemas neurológicos e a leucemia de célula T. A interrupção leva ao agravamento dos casos. 

Telemedicina

Para a pesquisadora, a telemedicina é uma ferramenta importante para que os tratamentos dessas doenças não sejam interrompidos. Um serviço de telemedicina foi implantado para pacientes com HIV em tratamento de Profilaxia Pós-Exposição (PEP), coordenado pela professora Inês Dourados, na Universidade Federal da Bahia (UFBA).  

Um esquema para atendimento remoto também foi montado para atender esses pacientes no Centro de HTLV da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), coordenado pelo pesquisador emérito da Fiocruz, Bernardo Galvão, instituição em que Fernanda também atua como professora. O Centro oferece o serviço por vídeo-chamada para orientar os pacientes com HTLV, não só com o atendimento pelos médicos infectologistas e neurologista, como também por toda a equipe multidisciplinar. 

Contato: Centro de Tratamento ao Portador de HTLV (EBMSP) –  3276-8281